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18 maio 2004 

elogio da invulnerabilidade

Através do Diário de uns Ateus, chego a um desassombrado Dicionário Céptico, onde descubro uma entrada sobre Lobsang Rampa. Nela se informa que o ilustre Lama não passava de "um inglês chamado Cyril Henry Hoskins, de Devon, filho de um canalizador", que nunca saiu de Inglaterra e que "tinha mulher e filhos como qualquer cidadão de Sua Majestade". Acrescenta-se ainda que Rampa "morreu em 1981, no seguimento de uma crise cardíaca que não prevera, não chegando a assistir à guerra mundial que prevera para 1985".
Recordo-me de ter lido "O Terceiro Olho" por volta dos meus 13 anos. O livro girava em torno das experiências de Rampa depois da operação a que se submeteu para a "abertura de um terceiro olho". O "monge tibetano" assegurava que a abertura era efectiva: uma perfuração no meio da testa. E que esta tinha tanto vantagens gnósticas - permitia ascender a um plano superior de consciência, como físicas - arejava o cérebro. Sem perceber porquê, dei agora por mim a agradecer não ter disponível, na altura, um berbequim.

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