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31 julho 2004 

contagem decrescente - IV [a largada]


Quando vem o calor, Portugal transforma-se num país inclinado. Sai-lhe de dentro uma vontade estúpida, uma bossa arquejante que se ergue entre as Terras de Barroso e Portalegre, empurrando os nativos na direcção do mar. Quem fica gasta as unhas agarrado ao granito, ao calcário, ao xisto. Os outros acordam sujos de salitre. Eu acordei em Peniche, esbofeteado por uma alga. Fingi-me adormecido e só abri os olhos quando tinha as Berlengas pelas costas. Agora vou. Hei-de chegar a Angra do Heroísmo na próxima semana. As mensagens serão enviadas em pequenas garrafinhas de martini que trouxe enroladas à cintura.

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