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09 julho 2004 

a guerra é a guerra (no céu e a terra)

Ontem foi de novo a guerra. Desde a inauguração do Estádio que, em Coimbra, se sucedem os bombardeamentos. Mas ontem foi tudo muito mais forte e apocalíptico. Não vi mas ouvi. Não vi mas pressenti, nas roupas de anjinho, nos andores carregados, nas colchas que à janela amarfanharam as bandeirinhas. Não vi mas vi, na senhora que descascava devotadamente os joelhos, ladeira acima.
Por mais artifício que tenha, a guerra é sempre a guerra.

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