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23 setembro 2004 

notas sobre a invisibilidade - II



Duas postas abaixo, uma estátua olha-se no espelho aquoso de um lago - é S. Francisco em pleno jardim da Faculdade de Filosofia de "La Sapienza", em Roma. Várias vezes me sentei ali num banco único, lendo, escrevendo e observando o ambiente imperturbável em redor. Com um colega de viagem, conceptualizei a nossa situação: estávamos "invisíveis". Olhavam-nos, mas não nos viam. Não existíamos para além da nossa imagem reflectida no espaço. Percebi então que a "invisibilidade" não era uma (in)capacidade física mas o resultado das fraquezas éticas das pupilas dos outros.

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