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14 setembro 2004 

retratos: a (outra) nêspera



Eu não sou uma nêspera qualquer. Sou a outra, aquela que não consta do poema do Mário Henrique Leiria, a que fugiu da boca gretada da velha, a que não esperou para ver o que acontecia e se escondeu, amarela e reivindicativa, por detrás da botija de gás. Hoje, negra e feliz, sou a boca do tempo que me comeu.

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