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06 janeiro 2005 

isto está feito um antro

O post abaixo aqueceu a caixa de comentários. O André promete "enviar uma circular para todos os "paroquiantes" da Alta de Coimbra" para ver se melhora as suas "condições financeiras", ideia que inspirou a Sara. O Tiago Mendes lamenta o "triste espectáculo da pedinchice" e o ntc, sempre rigoroso, mostra como perniciosamente se procura "fazer passar um donativo por um tributo". António Bebes, reencarnação do Mata-Frades, fala da espionagem do Estado do Vaticano "neste mundo pseudo-laico que é Portugal".
O Lutz, por sua vez, diz-se pouco surpreendido com as tácticas de recolha de fundos da Igreja Católica. E conta a sua experiência pessoal:

Na Alemanha, a qualquer pessoa baptizada é automaticamente acrescido um valor de 10% ao seu IRS, que o fisco encaminha para a respectiva igreja. É preciso entregar em pessoa num tribunal uma declaração da desfiliação, em tempo útil, para evitar o "imposto da igreja".
Assim, a receita fiscal da Igreja Católica na Alemanha em 2003 era 4.3 mil milhões de Euro, da Evangélica 4,0 mil milhões de Euro.
O que mais me impressionou era a correspondência que tive de trocar com a Igreja Católica em Berlim: A minha mulher, portuguesa e não baptizada, tinha indicado no seu cartão de contribuinte alemão que não pertencia a uma igreja. A Igreja Católica escreveu-nos, dado o facto de ela ser portuguesa, isso não seria credível, e só aceitava essa afirmação se ela entregasse cópia do documento de desfiliação!
A troca de correspondência somou algumas cartas, até que o fisco eclesiastico finalmente se deu por vencido.


Então, e para que isto um dia não se tranforme numa Alemanha, o Girino propõe-se relançar a iniciativa que um dia ouviu esboçada, talvez ao Joaquim António de Aguiar:
Façamos a
GRANDIOSA CAMPANHA DE DESBAPTIZAÇÃO PÚBLICA DE TODOS AQUELES QUE DE PEQUENOS FORAM COMPULSIVAMENTE OBRIGADOS A SER CATÓLICOS!


(aceitam-se assinaturas, propostas de operacionalização da ideia e, já agora, contributos financeiros)

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