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01 abril 2005 

crentes e agnósticos



No dia 14 de Dezembro de 1998, eu e o Papa João Paulo II tivemos algo em comum. Estávamos na mesma praça. Tudo o resto eram diferenças. Ele não gostava de preservativos, eu esforçava-me por usá-los; eu tinha amigos homossexuais, ele desconsiderava-os; eu tinha um bigode fugaz que durou apenas algumas horas, ele levava-se demasiado a sério ao ponto de acreditar ser sujeito de um segredo divino. Hoje sei que existe entre nós uma outra diferença: nunca morrerei em directo.

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