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20 maio 2005 

post necessário

Não sei escrever posts políticos. Se soubesse, diria que me parece infame a campanha que na comunicação social se está a fazer contra a APF (Associação para o Planeamento da Família) e o trabalho que desenvolve nas escolas no âmbito da Educação Sexual. Primeiro, foi o Expresso, com um artigo alarmante, onde se extraem conclusões baseadas em premissas distorcidas (as ilustrações do artigo são extraídas de um manual espanhol que a APF apenas cita, como bibliografia, num documento destinado a fornecer as linhas orientadoras para a disciplina); logo a seguir, foi um texto no Público, da autoria da Graça Franco, jornalista da Rádio Renascença, que acusa a associação de delírio bloquista; pelo meio, uma série de insinuações sobre apropriação indevida de dinheiro oriundo do IPJ; por fim, a petição, promovida pela Associação Juntos pela Vida, exigindo a suspensão do programa de Educação Sexual. Tudo isto numa altura em que o protocolo entre o Ministério da Educação e a APF se encontra em avaliação. Curiosidade, talvez.
Bom, mas eu não gosto mesmo nada de escrever posts políticos. Talvez porque eles exijam espaço e este blog é como uma pequena gaveta onde cada post é uma caixa de fósforos que se enche rapidamente. Este, por exemplo, já está com as cabecitas vermelhas de fora. Entretanto, façamos de conta que falei do pianista que toca maravilhosamente e que ninguém sabe quem é.

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