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10 Outubro 2005 

púfida

Por aqui não chove. O vento sopra nos toldos mas ninguém está convencido do que aí vem. Há homens e mulheres na rua, há cuecas estendidas nas varandas. No fundo, já ninguém acredita na chuva. Vince morrerá triste com as baleias porque, um dia, o ar espesso tornou a nossa alma púfida e nós não nos apercebemos. Púfida: ora aí está uma palavra que merecia um corpo. Um invólucro. Uma gabardina. Agora sim, começou a chover.

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